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Como é feita a preparação dos esmaltes?

Um vidrado pode ser definido como uma camada contínua de vidro e cristais sobre uma superfície cerâmica. O vidrado é geralmente aplicado como uma suspensão em água dos ingredientes da sua composição, após de seca formam uma camada sobre a superfície da peça que após a queima se fundem e formam uma camada fina de vidro.

A razão de se transformar os esmaltes em pó em uma substância líquida está no fato de esta ser uma maneira para aplicá-lo de uma maneira mais uniforme possível. Aparentemente, preparar um esmalte parece ser uma operação fácil, mas algumas regras devem ser seguidas para que a aparência desejada seja alcançada.

Preparar um esmalte adequadamente envolve diversos fatores tais como: qual método será usado para aplicação (spray, pincel, banho ou imersão), qual a composição do esmalte, qual efeito se pretende após a queima, qual a porosidade do biscoito cerâmico.

A solução deste esmalte deve ter as seguintes propriedades: baixa velocidade de decantação, baixa viscosidade (para que ele escorra facilmente e forme uma superfície lisa e uniforme) e uma boa aderência na peça após a sua secagem.

O ceramista iniciante sempre se confunde sobre a quantidade de água usado na preparação do esmalte, isto depende de vários fatores, para isto devemos entender que um esmalte é composto de algumas matérias primas insolúveis em água (quartzo, feldspatos, óxidos, fritas e etc.) outras solúveis (carbonatos, sulfatos, argilas e etc.), materiais de diferentes densidades (mais pesados) e as vezes materiais de diferentes granulometrias, por isso não se pode apenas misturar água. Na maioria dos casos se faz necessário a adição de produtos auxiliares para manter o esmalte em suspenção. Os esmaltes compostos de fritas cerâmicas já vêm de fábrica com alguma porcentagem de matérias primas que ajudam na sua suspensão, mas nem sempre é o suficiente. Já os esmaltes mates e opacos não necessitam pois já contém esses materiais em sua formulação.

Além das razões econômicas, a espessura do vidrado precisa ser controlada pois é essencial para que o efeito desejado seja atendido, possíveis defeitos se tornem frequentes e uma ligação correta entre a massa e a camada de esmalte aconteça. Para auxiliar na preparação do esmalte existem vários materiais e produtos químicos usados na preparação dos esmaltes (ver Mão na Massa n° 24), mas o mais simples e básico é acrescentar à receita caulim ou bentonita que agem como agentes suspensores.

Para assegurar uma constância na camada aplicada, os ensaios recomendados são densidade e viscosidade. Para se controlar a densidade do esmalte preparado podemos usar um densímetro ou simplesmente dividir o peso do esmalte preparado e dividir pelo volume ocupado Ex; se 100ml de esmalte pesar 160g, a densidade será de 1,6g/ml (ver quadro). A viscosidade é a velocidade de escorrimento e é controlada através de um dispositivo chamado viscosímetro, mas que pode ser facilmente feito em casa.